As pessoas costumam ter suas teorias próprias sobre relacionamentos, bom, também tenho as minhas. Minhas desilusões amorosas anexadas aos meus relacionamentos de dois meses acabam sempre resultando em uma nova forma de pensar sobre o assunto.
Uma amiga me apresentou sua teoria sobre as danças, onde o primeiro contato entre duas pessoas resulta em um convite, cada um apresenta seu ritmo, podendo alterar de uma dança agitada para uma dança lenta, onde o contato entre essas pessoas pode ser mais próximo ou mais distante. Creio que a vida no geral pode ser vista como uma dança, a dança pode ser gostosa a ponto de você não desejar trocar o parceiro, como pode ser perturbadora, a ponto de te agredir de tal maneira que você resolva dar um tempo e aproveitar um ritmo solo.
O ato de dançar é entendido então como o movimento, tanto corporal como espiritual, que cada pessoa possui. Para a dança ser realmente boa, os parceiros têm que se complementar. Não seria então nosso parceiro ideal nossa alma gêmea? Quantas almas gêmeas podemos ter em nossas vidas?
Essa teoria de alma gêmea faz sucesso, existem pessoas que tem o costume de achar eu apenas uma pessoa poderá fazê-la feliz. Claro que não acredito que qualquer um pode fazer uma pessoa feliz, mas que existe apenas uma pessoa que consegue fazer isso, nisso não posso acreditar. Essa teoria da “metade da laranja” a meu ver já está ultrapassada, o parceiro ideal é aquele que em algum momento te fez feliz, não importa se foi um dia ou uma vida, mas te fez feliz.
Vivemos nos afastando e nos reaproximado das pessoas, como elásticos esticados. Essa flexibilidade é importante, afinal estamos em um constante aperfeiçoamento, isso quer dizer que nem sempre o que foi bom vai continuar sendo.
Relacionamentos são confusões, nunca sabemos realmente o que esta acontecendo, mas todos, até os que dizem que não se importam com isso, querem ser amados e querem amar. Faz parte do nosso DNA, necessitamos de outro ser para evoluir, reproduzir, crescer… Somos cercados de expectativas e desapontamentos, mas não é para isso que serve os relacionamentos? Para nos auxiliar a crescer independente do que aconteça.
Dançar sozinho também é gostoso, faz bem saber seu próprio ritmo antes de tentar ensiná-lo para outra pessoa, almas gêmeas aparecem em nossas vidas, mas a pessoa certa é a que te faz bem no momento que você mais precisa, que te faz amadurecer, é bom deixar o parceiro se esticar, deixá-lo ter seu próprio espaço, assim quando ele voltar, vai voltar mais grudadinho, mas certo do que está querendo com essa relação.
Esta foi minha última análise sobre relacionamentos, o mais incrível é que ela se encaixa em todas as formas de relação. O importante é “não deixar a peteca cair”, estufar o peito e independente de ter um companheiro ou não, saber “que a vida é bonita, é bonita e é bonita”…
