Ok, faz tempo que não dou a cara por aqui, mas é que estava com tanta coisa na cabeça, tantas ideias na mente, tantos assuntos para escrever e tanto pouco tempo para tudo isso. Sabe o que aconteceu no final das contas? Iniciei um tanto de coisas e não as finalizei (vou finalizar, juro) e fiquei sumida, encolhida por um tempo na dimensão do meu ser.
A questão é que vou finalizar o que tem que finalizar depois, porque agora vou iniciar coisas novas e momentâneas, como esse texto sobre as falsas coisas da vida, que mesmo falsas todos já acharam que eram reais e já tiveram.
Começamos pela própria vida, desde pequenos aprendemos a fantasiar as coisas, sejam para cultivar a imaginação, seja para alegrar o dia, seja para aprender ou para perder o medo de algo, acontece que tem pessoas (Eu?) onde este “efeito fantasia” é tão bem cultivado, que parece que cria raízes e não fica apenas na infância, mas sim para todo sempre.
Lá vai um bom exemplo (bom?): Quem nunca imaginou sua vida no futuro com um pote de glitter a mais? Sabe aquela vida onde um estereótipo de beleza te olha em um show da sua banda preferia, onde você está com uma roupa impecável, na melhor música rola aquele beijo de cinema e em dois dias incríveis de conversas e risadinhas vocês estão namorando e felizes. A criatura já imagina o nome dos filhos, como vai ser a casa e planeja até as conversas dos dois… Só que na realidade, no planeta Terra, no tempo e no espaço em que vivemos os dois nunca trocaram um “oi, tudo bem?”, se já conversaram, foi aquela conversinha estilo “será que vai chover hoje”, sem grandes avanços.
A menina já interpreta cada espaço entre as palavras, cada segundo de demora da resposta, cada risada como um sinal de amor eterno, criando assim uma falsa realidade que muito provável nunca vai acontecer. Pode acontecer algo entre você e o “rapaz”, mas posso (quase) afirmar que a chance de ser lindo como no sonho, é nula.
Isso engloba as falsas relações, que são diferentes dos amores platônicos. As falsas relações existem na nossa mente fértil, onde nossa programação do dia gira em torno do nosso “benedito” (mas será), que pode ser um suposto pretendente para agilitar nossa vida e que possuímos um contato verdadeiro, mesmo que mínimo. Já no amor platônico o “muso” que colocamos no pedestal nem sabe de nossa existência, a relação só tem uma via de mão única, e tem que ser assim mesmo, porque se souber deixa de ser platônico.
Agora a pior das falsidades é aquele que na relação falsa, onde o filho da mãe boa (ops), sabe, imagina, suspeita, acredita ou quer que seja real a sua queda por ele, e para facilitar a cascata fica dando indícios de que seu sentimento é correspondido. Também conhecido como doce, que julgam tanto ser coisa de menina, a meu ver está se tornando uma pratica cada vez mais masculina. Acho que deve ser a questão do ego, onde o menino quer mostrar que a sua “juba” é melhor do que de qualquer outro menino. Não tem pior sensação a da esperança que a falsa realidade se torne real.
Querer que uma coisa falsa seja real parece irônico não? Mas é complicado querer o contrário, já que realmente queremos o que imaginamos. Acho sacanagem, mancada mesmo, esse povo que dá esperança e tira o corpo fora quando tem que tomar iniciativa. Pior é quando a menina resolver ser mais direta sobre suas intenções com o “conversamos mais depois” e o menino se faz de desentendido, mancada isso. Os meninos dizem tanto que querem meninas com personalidades, mas cada vez vejo mais eles as trocando por peitos e bundas falsos.
Porque fazem parecer que existe uma chance entre os dois darem certo, ficarem juntos ao menos uma vez, desfrutarem um tempo juntos… Porque quando eles têm que ser homens eles “fogem da raia”?
Falam das mulheres, mas por experiência própria e observações na vida alheia (pecado) percebo que os homens estão mais “bundões” do que o normal. Seria falta de amor, comodidade, vergonha de se expressar, pavor de compromisso, angustia de se entregar, falta de confiança e baixa estima, medo da negação…? Gente, vou contar um segredo: mulher também senti isso e além disso temos TPM e sentimentos mais a flor da pele, então por favor, parem com as falsas esperanças que fecham nossos olhos, fazem cócegas em nossos corações e aumentam nossas criatividades.
Ok, mulheres também tem que parar com o doce, isso é errado vindo de qualquer parte. Saber que uma pessoa gosta de você, não querer nada com ela e ficar dando corda é quase pior do que saber que alguém quer fazer xixi e ficar fazendo barulho de água com a boca, é sacanagem.
É maldade de quem faz e ingenuidade (burrice) de quem acredita, mas infelizmente não sei como não acreditar mesmo, afinal é possível não acreditar no que queremos? Não né! Comecei a pensar que o importante mesmo é resolver essas paixonites e acabar com essa palhaçada, seja conversando e mandando a real na lata mesmo, seja dando uns beijos para ver se esse sentimento é verdadeiro, seja ignorando a existência da pessoa… A solução é livre, mas percebi que ficar parada, com as mãos atadas é ruim, porque além de continuar criando coisas na mente, acabamos deixando de aproveitar o presente, ficamos tão focados em uma pessoa que acabamos não olhando para o lado, vai que o real amor estava lá, paradinho mexendo a mão para mostrar que existe e passamos batidas por ele.
Todo que é falso vai quebrar um dia, seja uma amizade, seja um sentimento, seja uma esperança, seja uma relação, seja um relógio… Não deixe quebrar, quando quebra dói muito, rompa essas coisas antes, seja você a desligar o que te danifica, não seja danificado e desligado por isso.
