Não, não vou falar sobre jogos de sorte que as pessoas têm medo de perder dinheiro. Mas vou falar um pouco do medo das pessoas. Costumava achar que era uma pessoa forte, disposta há esperar o tempo me mandar um cara maneiro, com quem eu faria planos, iria viajar, aprenderia a deixar de ser neurótica, aproveitaria as coisas pequenas da vida, me recuperaria dos traumas amorosos passados, teria uma família e seria plenamente feliz. História bonita.
Esses dias me perguntaram se eu tinha medo de ficar sozinha, na hora pensei “claro que não, eu sozinha, porque teria medo disso?”, foi o que respondi em voz alta, com clareza, transmitindo uma confiança no que falava, porém na mesma hora em que as palavras saíram da minha boca, minha mente entrou em choque. Disfarce minha cara na hora, não podia mostrar tanta fragilidade.
Descobri que tenho medo. Que horror. Medo de não achar alguém que faça com que eu queira acordar, colocar um vestido, me arrumar, passar um perfume e sair de casa para encontrá-lo. Medo de ver todos a minha volta felizes e saber que estou sem ninguém para compartilhar dessa felicidade. Medo de achar que fui feito sem uma peça de conjunto, sem um suporte, sem um amor.
Me bateu aquela tristeza e escorreram aquelas lágrimas ao passarem estes pensamentos. Então olhei a minha volta e percebi que não era a única nesta situação, as pessoas foram feitas para se conhecerem, compartilharem ideias e terem contato, mas ficam se camuflando entre joguinhos, sim joguinhos.
Por falta de falarem a verdade na cara uma da outra, ficam com joguinhos de provocaçãozinha, ciúmes, ignorância, sumiços repentinos, “falta” de linha de pensamento, desprezo… Orra, não tem coisa pior do que esse tipo de comportamento. Dica: Joguinhos no amor provocam a falta do mesmo.
Sabe quando não é possível seguir a ordem lógica da mente de uma pessoa porque ela simplesmente não possui essa lógica?
Tem uma música do Cazuza que diz assim “Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida…” acho essa música incrível, em especial esta parte, sempre me vejo cantando ela em momentos de crises. No final das contas muito se resume a isso, sorte. Não é fácil encontrar uma pessoa que tire o medo de dentro de você e não faça esses jogos, mas percebi que esta pessoa nem sempre pode te dar esta sensação pela vida, mas pode muito bem te dar essa sensação por um momento, um dia, uma hora, dez maravilhosos minutos.
Que tal buscarmos esses pequenos momentos de eternidade e sermos felizes, sem complicações. Ou ficamos presos a jogos, futilidades, encrencas e baixa estima, ou tentamos dar certo com outra pessoa, nos entregamos, falamos com sinceridade, leveza na voz e doce nas palavras. É assim, boa sorte!
