Ontem durante minha viagem rotineira casa-trabalho, ouvi uma música que gosto muito, Coisas da Vida – Rita Lee, na letra diz “e a gente se olha e não sabe se vai ou se fica…”, sabe quando uma música fala exatamente o que a mente está gritando há tempos?
Segundo minha mãe, existem pessoas com que acabamos tento uma atração física e só. Pois bem, e o que fazemos quando encontramos uma pessoa que além do físico, encontramos o químico? Algo diferente, complexo e estranho de tudo que já sentimos. Aproveitamos! Até ai tranquilo, mas e quando não dá certo?
Uma coisa desse jeito, dessa intensidade, desse envolvimento, não é fácil de ser enterrada. Não deu certo, mas é impossível não ficar com aqueles dois gostinhos na boca, um amargo, de dor, medo, insegurança e falta. O outro gosto é doce, de saudade, de quero mais, de querer perto e porque não de falta também.
A saudade faz pensar no futuro, não deu certo agora, mais quem sabe… Esse “quem sabe”, como doe e como faz bem ao mesmo tempo. Pensar no futuro é tão sugestivo nessas ocasiões não? Ficam na mente aquelas supostas finalizações para essa história, quem sabe nos casaremos e teremos filhos, quem sabe sejamos amigos, quem sabe nos cruzaremos na rua e nem nos cumprimentaremos…
Mas qual o coração realmente quer? Uma relação é composta de duas pessoas né, então qual final o outro coração quer?
Colocaremos um ponto final ou um ponto de interrogação?
Bom, agora é mês de férias, então colocaremos reticências, o sentimento existe, a falta e a saudade também, o querer estar perto independente da relação também está dando as caras esses últimos dias.
O que não adianta é fingir que nada aconteceu, isso feri mais que chute na bunda, mais que tapa na cara e mais que facada no coração. Se houve medo de se entregar, se houve falta de diálogo, se houve problemas… Hora de parar de pensar na somatória ruim, porque se há lembranças, o resultado foi positivo e deve ser cultivado.
