Estava analisando algumas coisas que vi recentemente sobre a minha pessoa e percebi que passei por uma “maré de pé no chão”, durante os últimos meses. Nesta fase percebi o tanto de coisas que ainda tenho que melhorar e vi algumas pessoas dividirem comigo este mesmo querer para elas.
Agora percebi que estou passando por uma nova maré, a maré do “bora pra frente”, onde estou vendo como posso fazer para alcançar mais minhas virtudes e buscar por onde fazer o trabalho de melhorar. Estava precisando de um chacoalho para identificar esta nova fase e entrar nela, porque percebi como é fácil estacionar e se acomodar achando que está certo “não fazendo o que não se deve”, quando na real o “arrumar o que precisa” é que deve estar na mente.
Às vezes ficamos nos censurando, não fazemos o que sabemos que é errado e acabamos monitorando quem está próximo, aparentemente obedecemos quem temos que obedecer e assim vamos seguindo achando que somos todos lindos e tolerantes, mas só não fazer o errado não significa estar no caminho certo.
A maré do “querer ser melhor” tem que chegar nos corações. O não errar não é acertar de primeira, mas se errou, achar por onde melhorar e corrigir. Tenho visto como o querer mais é valioso e é o que realmente dá o impulso para construir uma historia mais bonita e verdadeira.
Não basta ouvir, ouvir e ouvir sem remar para conquistar os bens pessoais, como as verdadeiras qualidades. Identificar o que é preciso corrigir é fundamental para que o trabalho comece a ser feito, saber que tem que ser mais amigo não te torna mais prestativo, saber que tem que ser mais carinhoso não te torna mais meigo, querer ser mais paciente não te dá mais compreensão sobre as pessoas. O que torna estas coisas possíveis é o teu trabalho em conquista-las, é o caminho que tem que ser percorrido para então ser mais amigo, carinhoso ou paciente.
O autoexame te dá à capacidade de ver o que tem que melhorar e como deve ser feito, em alguns casos outras pessoas podem interferir e mostrar algumas circunstâncias, porém elas só serão aceitas e começadas a se polirem quando forem aceitas no coração e então analisadas por você em algum grau.
É necessário querer melhorar para que isto aconteça, só com a identificação de algo, busca da solução, construção do trabalho, mais analise e identificações é que podemos considerar que estamos no caminho, caminhando. Então uma xícara de “setoca”, um bom tênis de caminhada, para formar o menor número de bolhas possíveis, uma garrafinha de água para ajudar na sede e vamos sair da zona coberta, tornar as metas mais concretas e buscar por onde nosso trabalho nos melhorar. Nos encontramos por ai, nos caminhos e marés que a vida nos leva a encarar.
