A escolha de onde fazer o seu intercâmbio é algo bem importante, afinal, este é o primeiro passo da jornada.
A Austrália foi minha escolha por alguns motivos, o primeiro foi a ‘similaridade’ com o Brasil. A história da colonização é bem parecida com a nossa, que vai desde o maltrato com os índios e aborígenes, até a miscigenação étnica da população. O que já emenda para o segundo motivo, que é justamente o fato de ser um país com um giro de pessoas de todos os lugares do mundo de uma forma muito intensa. Não tem um dia que eu não escute pelo menos 5 idiomas diferentes aqui! Acho isso muito legal e ao mesmo tempo fica sempre um alerta de o quanto do mundo ainda tenho para conhecer!
O terceiro motivo ficou por conta da diversidade do país na questão “que que tem para ver por aqui?” Tem praia, deserto, neve, corais, montanhas, animais exóticos e muito mais, um lugar mais lindo que o outro.
Um motivo bem importante e mais ‘prático’ é o fato desse país me possibilitar trabalhar 20 horas semanais com o visto de estudante, parece algo simples, mas alguns países ainda não possibilitam que estudantes trabalharem de forma legal.
País escolhido, vamos para a cidade! Brisbane, Gold Cost, Melbourne e Sydney são normalmente as cidades com maior ibope entre os intercambistas brasileiros. Pois bem, meu processo de escolha foi simples. Vim para Sydney por ser uma cidade grande e a princípio com mais oportunidades de emprego, um lugar com praia e calor (porém no inverno é friozinho sim, não se deixem enganar pelas agências pessoal). O que pesou um tanto na escolha também, foi o fato de aqui ter muitos ‘amigos de amigos’, sabem como? Essa era a cidade com maior número de referências positivas que eu tinha.
País e cidade escolhidos, fui buscar agências de intercâmbio para tirar a ideia do papel. Bom, assim que decidi fazer minha viagem comecei a juntar dinheiro, mas fui pagar tudo mesmo com menos de seis meses para embarcar, ou seja, tive tempo de conversar com várias empresas até escolher a que parecia ser a ideal. Escolhi uma que me ofereceu um orçamento bem completo, que incluía desde o valor do visto até as passagens aéreas, exame se saúde exigido pelo governo australiano, acomodação… É bom ficar atento com estes orçamentos, algumas empresas não colocam tudinho para parecerem serem a opção mais barata, porém depois ficam cobrando várias outras taxas e vira o famoso “barato que sai caro”. Na época esta agência me deu um mega suporte à distância, já que eu estava no Mato Grosso e eles em Curitiba, que foi de onde sai para vir para cá.
Normalmente as empresas fazem uma reunião antes de você sair do país com dicas de como será a viagem e sobre a vida no lugar que você fará seu intercambio, e o mesmo acontece quando você chega até seu destino, uma reunião de boas-vindas e informações sobre a escola, sobre a conta do banco, transporte, emprego…não foi diferente com a minha empresa, porém eu recomendaria só a primeira parte do meu contato com ela, no Brasil. Na Austrália não me senti tão assessorada, ou seja, fica aqui uma dica: pesquise como é sede da empresa no seu destino. Por conta disso, quando fui renovar meu visto, troquei de agência, mas sobre a renovação falo mais para frente.
Uma coisa importante de entender é que as agências têm parcerias com determinadas escolas, ou seja, cada empresa tende a vender “o seu peixe” como a melhor opção. Quando fechei meu primeiro curso escolhi uma escola considerada de altíssima qualidade, chamada Langports, a sede de Sydney tem uma estrutura maravilhosa e fica no lado de um dos cartões postais do país, a Darling Harbour. Apesar deles terem um sistema de ensino bem interessante, que foi o que me fez escolher a escola, achei que a propaganda foi muito maior do que o resultado que vivenciei. Claro, isso muda muito de pessoa para pessoa, essa foi a minha experiência! Não me adaptei ao método de alguns professores e na minha opinião, acabei “jogando uma grana fora”. Nesta sede da Langports só tem aulas no período da manhã e apesar de não ter curtido tanto o ensino, não me arrependo de ter ido para lá, afinal foi nesta escola que fiz amigos que carregarei para a vida toda no meu coração e que se tornaram pessoas fundamentas neste meu início de intercâmbio. Minha primeira família na Austrália foi formada lá.
Minha segunda escola está sendo a Kaplan, na sede de Manly, que fica na frente da praia e durante as aulas escuto as ondas do mar, uma delícia! Os preços não são tão diferentes, mas esta escola é um pouco mais barata que a anterior. Estudo de noite, na turma que a galera normalmente é um pouco mais velha e até então tenho gostado mais das aulas e dos professores, o que me faz ter ainda mais motivação para estudar.
Vale ressaltar que sim, em ambas as escolas minha sala era repleta de brasileiros. Somos em um número muito grande nesse país e fugir de brasileiros completamente é algo bem difícil! Por isso acho legal depois de um curso completo, mudar de escola caso sua escolha seja fazer mais aulas de inglês, conhecer novas pessoas e um novo método dá um impulso para aprender mais e sair da zona de conforto alcançada até então.
O Facebook é uma ferramenta incrível para quem está pensando em fazer um intercâmbio! Grupos como “Brasileiros em Sydney” ou “Papo calcinha em Sydney” (grupo apenas para mulheres), possibilitam debates sobre várias dúvidas relacionadas a escolas, agências, trabalhos, comidas e etc. Usem eles!
Um intercâmbio é sim um grande passo e ter segurança nas suas escolhas torna tudo isso mais tranquilo. Nada é eterno e as escolhas podem mudar depois e está tudo certo com isso também!
