Política está em tudo, mas nem tudo está na Política.

Sua roupa é política, seu corte de cabelo, sua maquiagem ou a falta dela, sua pele e seu gênero. Sua forma de se expressar, os livros que lê, as músicas que escuta e as palavras que fala, tudo isso é política.

Sua forma de ver o próximo, sua definição sobre igualdade, suas amizades e os lugares que frequenta, adivinha: é política. Suas piadas, seus medos, seus sonhos, seu casamento, sua família e sua tolerância para todos esses temas, política.

Suas publicações online, seus discursos offline, seu voto, suas paneladas, quem você segue e principalmente, quem te segue, é política. A origem dos seus alimentos, de suas roupas, de seus equipamentos eletrônicos, dos seus remédios e dos seus produtos de beleza… Política.

Política está na sua vida assim como respirar, comer e dormir.

Independente se você não concorda com o governo, se você não idolatra um partido ou uma pessoa, se você não vota ou se você não se importa!

Existir é um ato político. Você aceitando ou não, sua existência faz parte de uma família, de uma comunidade, de uma cidade, de um estado, de um país… De um grupo de pessoas com determinada restrição alimentar, determinada cor de pele, determinado gênero, determinada orientação sexual, determinada profissão ou religião… Política não seria então a solução para a junção de todas estas “determinadas” coisas em um só grupo?

A palavra “política” simplesmente pelo fato de estar em nosso vocabulário, já traz com ela um “fardo” ou “peso” muitas vezes considerado negativo. Mas não precisa ser assim!

Política pode ser algo bom, que vem para trazer uma ordem, uma organização e uma união. Mas aqui, não estamos falando da “política do voto” e ainda não vivemos no mundo ideal, então, não use a pessoa “Político” como exemplo.

Seria o famoso “fazer o bem, sem olhar a quem” o maior ato político que existe?

Eu creio que sim, afinal quando tomamos decisões, elas são políticas, mas não só isso, elas também trazem reflexos da nossa personalidade.

Eu procuro tratar as pessoas sempre da mesma forma, ser justa. Ser justa é um traço da minha personalidade, não está na política. Ser justa com todas as pessoas é um ato político. Veja como é tênue a linha que separa a personalidade do ato político, fina, porém de gigantesco impacto.

Quando pensamos no amor, na alegria, na fé, no respeito, na caridade, na honestidade e na persistência, pensamos muitas vezes em sentimentos e pessoas. Isso não é política, é coração. Porém quando transformamos essas mesmas palavras em ações, elas se tornam atos políticos.

O “fazer o bem sem olhar a quem” não é nada fácil. Precisamos passar por cima dos nossos próprios preconceitos, das nossas próprias crenças, dos nossos próprios medos e dos nossos próprios privilégios.

É dizer “não” quando sabemos que se dissermos “sim”, vamos prejudicar outra pessoa. Mesmo que a gente não goste dessa outra pessoa. É pensar nas futuras gerações, mesmo quando você não fará parte dela. É ajudar os outros a conquistarem direitos, que você já tenha. É lutar pelo coletivo, mesmo que você não precise lutar. Ninguém falou que era fácil pensar em União!

O sorriso no rosto, o pensamento positivo e o abraço forte, é livre. A luz do sol e a brisa do mar não têm preconceito. O coração batendo, a criança sorrindo, a semente germinando… A esperança de cada dia, o nascer de uma nova visão.

A política está em tudo, mas nem tudo está na política. E ainda bem!

 

Imagem: Melissa Teixeira

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