Cuidado, Eternidade e Autossabotagem.

Relacionamentos, ai ai, como são difíceis. Incrível como depois que deram errado, parece que nunca deram certo e que as falhas foram sempre visíveis, mas não percebíamos.
Se a pessoa que nos relacionamos tivesse ideia de como nos desgastamos para estar bonitas para eles, apresentável para ele ter orgulho de nos apresentar não só como uma amiga, sabe, dedicamos todos nossos pensamentos e voltamos toda nossa energia para que dê certo e no final acaba sem nem ter começado.
Não estou falando de relacionamentos melosos, onde á mil ligações, mensagens com apelidos a cada 8 segundos, anéis de compromisso e promessas de amor eterno. Estou falando de cuidado, sabe aquela lembrança, aquele pequeno gesto que muda o dia. Se as pessoas soubessem que realmente são as pequenas ações que conquistam… Me encantei por um menino que uma vez me mandou uma mensagem assim: Feliz Natal. Não, não estava desesperada a ponto de me apaixonar por qualquer um, mas essa simples mensagem mostrou que ele tinha pensado em mim, fim. É isso que conta no final das contas.
Tem uma frase do Vinicius de Moraes assim: “Mas que seja infinito enquanto dure”. Essa concepção de que o eterno pode ser um segundo é interessante e real, o que vale mesmo é a intensidade das coisas e não seu tempo em minutos, horas ou meses.
Tem gente que tem medo dessa eternidade, tem medo de ser feliz. Parece que o risco de ser feliz e gostar da sensação, reprimi a pessoa a ser sempre triste. Como se ser feliz fosse algo errado, ou que a dor de ser feliz e depois se machucar não vale a pena, então escolhem pelo que já conhecem, a autossabotagem, e continuam assim suas vidinhas sem emoções.
Porque temos dificuldades em aceitar as coisas boas que acontecem conosco, parece que sempre vão colocar olho gordo, que no final não vai dar certo, que tudo não vai ter passado de uma confusão, de uma ilusão que causou um desgaste horrendo e insuperável. Porque não aceitamos que também merecemos a felicidade, a autoestima e o bem estar?
Por medo de chorar não rimos, por medo de se machucar não nos jogamos, por medo de nos iludir não nos entregamos, por medo de perder não damos, não, não, não e não…
Esta na hora do sim, sim para tudo que queremos, sem repressões e arrependimentos, se não der certo pelo menos não vamos ficar com aquele gostinho do “e se…”, que acreditem, machuca mais do que o “não” inicial.
Se joguem, enfrentem os dragões da terra e as borboletas do estômago, tentarei fazer o mesmo!

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