Sinto Muito

Nesses últimos dias são duas palavras que resumem meus pensamentos: sinto muito!

Sinto muito mesmo, quando olho para o mundo e vejo tanta coisa bonita e diferente pra conhecer, vejo gente transformando amor e em arte, vida em cor; gente fazendo coisas diferentes, dando oi pra estranhos, desejando o bem, plantando sementes pra si e pro mundo, então eu sinto muita alegria e fé na vida.

Mas sinto muito mesmo, quando vejo que mesmo hoje tem tanta guerra por aí, na síria, nas ruas, dentro das casas, nas escolas e nos corações, sinto muito mesmo quando vejo gente sendo falsa, tentando tirar vantagem, tentando ser mais que os outros, empinando o nariz e colocando a coroa de rei da cocada preta. Triste, sinto muito!

Sinto muito, por aqueles que tem medo confiar, mostrar seu lado feio e torto por medo de não ter por perto o outro, sinto muito por aqueles que não se dão a chance de ter com quem ombrear, amigo pra rir e pra chorar.

Sinto muito quando vejo animais e pessoas nas ruas, sinto, choro e compreendo Drummond com suas duas mãos e o sentimento do mundo. Sinto muito, por querer fazer muito e ao mesmo tempo não poder fazer “nada”, então começo pelo mínimo; bom dia, sorrisos, lugar na fila, por favor, muito obrigada, com licença, me desculpe, essas coisitas básicas que fazem toda diferença. Então eu me sinto muito, muito bem.

E sinto muito tudo isso, e pra não pirar, entrar em parafuso, procuro acreditar que o homem é a solução de tudo e que basta:

“Pôr o pé no chão

do seu coração

experimentar

colonizar

civilizar

humanizar

o homem

descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas

a perene, insuspeitada alegria

de con-viver”

Sinta muito, a arte, a poesia e a vida!

 

* Imagem retirada da internet.

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